A taxa de poupança das famílias portuguesas deverá aumentar de forma "significativa" em 2009, devido ao aumento de algumas componentes do rendimento disponível, como a diminuição dos juros pagos pelas famílias, estimou hoje o Banco de Portugal.
No Boletim Económico de Outono, publicado hoje, o banco central aponta para uma queda de 0,9 por cento do consumo privado, com o crescimento da taxa de poupança das famílias a ser associado ao crescimento de algumas componentes do rendimento disponível.
A queda no consumo, diz o BdP, é "marcada pela forte redução da despesa em bens duradouros"
A instituição liderada por Vítor Constâncio aponta para uma queda de 15 por cento das despesas em bens duradouros enquanto que o consumo de bens não duradouros e serviços deverá manter "uma evolução mais alisada, estimando-se um crescimento de 0,7 por cento em 2009".
"A evolução do consumo continua a ter subjacente um ajustamento por parte das famílias, traduzido numa assinalável subida da taxa de poupança, na sequência do ligeiro aumento registado no ano anterior", diz o banco central.
O aumento de algumas componentes do rendimento disponível "traduzir-se-á numa significativa subida da taxa de poupança em 2009, reforçando o seu ligeiro aumento verificado em 2008 e contrariando a tendência de descida ao longo da última década", acrescenta o documento.
Entre as componentes do rendimento disponível que deverão aumentar estão "as remunerações do trabalho, os juros pagos e as transferências do sector público.
O Banco de Portugal acrescenta que as estimativas apontam para uma diminuição de 15 por cento dos juros pagos pelas famílias na primeira metade de 2009, face a igual período de 2008.
As transferências do sector público para as famílias deverão ter um "crescimento muito expressivo", não só relacionado com o aumento das prestações pagas com subsídios de desemprego, mas também com outras prestações de natureza social.




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