Mário Nogueira pede suspensão da avaliação e diz que está pronto "para a luta"

Publicado em 17 de Novembro de 2009   
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O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, defendeu hoje que a suspensão do actual regime de avaliação dos professores “é fundamental” e avisou que está pronto “para a luta” se o Governo insistir nas “soluções negativas”.

“Da parte da Fenprof vamos para esta negociação procurar consensos e não temos nenhum problema em subscrever acordos. Mas também não temos nenhum problema, se este Governo persistir nas soluções negativas para a carreira dos professores, de voltar para a rua, para a luta, para as manifestações”, afirmou.

O líder da Fenprof intervinha numa audição pública promovida pelo PCP sobre a avaliação dos professores e sobre o estatuto da carreira docente, na Assembleia da República.

A ministra da Educação, Isabel Alçada, afirmou hoje que quarta-feira apresentará um calendário aos sindicatos para negociar novas regras na avaliação de desempenho e no estatuto da carreira docente.

A ministra admitiu que haverá um novo modelo de avaliação e um novo estatuto, mas frisou que optou por não suspender o que está em vigor para não haver "um vazio legal".

Na sua intervenção, Mário Nogueira deixou um “recado” ao ministério da Educação sobre as regras para as convocatórias:

“A negociação tem regras e uma das regras é que as convocatórias não se fazem de um dia para o outro, fazem-se com cinco dias de antecedência”, disse, afirmando esperar que “a distracção do secretário de Estado” se tenha devido à vontade de “tentar encontrar os consensos e os acordos”.

Mário Nogueira elogiou o projecto de lei do PCP por prever a “suspensão ou nulidade” dos efeitos do modelo em vigor, e lamentou que o PSD tenha desistido de propor a suspensão.

“Há uma diferença muito grande entre os projectos do PCP e do PSD”, disse, acrescentando que a Assembleia da República pode aprovar a suspensão independentemente de o Governo e os sindicatos começarem desde já a negociar um novo modelo.

Para o sindicalista, vai demorar meses até estar concluído o processo de negociação, a promulgação e até à entrada em vigor do novo modelo.

“Por muito bem que as coisas corram, temos três meses que entre o inicio da negociação e o fim e não faz sentido as escolas estarem a avançar com os procedimentos”, defendeu.



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