O presidente não executivo da Sonae, Belmiro de Azevedo, disse hoje esperar que a Justiça seja "rápida" na condução do processo Face Oculta, escusando-se a comentar os últimos episódios em torno da acção judicial.
Questionado pelos jornalistas no final da sessão de abertura da Semana Global do Empreendedorismo , Belmiro de Azevedo argumentou que pode apenas dizer o que todas as pessoas dizem, ou seja, que a Justiça deve ser rápida.
"A Justiça deve ser rápida para que isto não ocupe o tempo dos jornais e as páginas dos jornais todos os dias e distraia a atenção das pessoas que podiam estar a fazer outras coisas completamente diferentes", afirmou Belmiro de Azevedo.
Escusando-se a fazer qualquer comentário sobre o processo, Belmiro de Azevedo argumentou não se interessar sobre o assunto.
"Não quero saber daquilo, nem leio. Nem as letras grandes sobre aqueles temas leio, tenho outras coisas mais engraçadas para fazer", sustentou.
A PJ desencadeou a 28 de Outubro a operação Face Oculta em vários pontos do país, no âmbito de uma investigação relacionada com alegados crimes económicos de um grupo empresarial de Ovar que integra a O2-Tratamento e Limpezas Ambientais, a que está ligado Manuel José Godinho.
No decurso da operação foram efectuadas cerca de 30 buscas, domiciliárias e a postos de trabalho, e 15 pessoas foram constituídas arguidas, incluindo Armando Vara, ex-ministro socialista e vice-presidente do BCP, José Penedos, presidente da REN - Redes Eléctricas Nacionais, e o seu filho Paulo Penedos, advogado da empresa SCI-Sociedade Comercial e Industrial de Metalomecânica SA, de Manuel José Godinho.
Um administrador da Indústria de Desmilitarização da Defesa (IDD) também foi constituído arguido no processo "Face Oculta".
Desde 30 de Outubro, data de início dos interrogatórios judiciais, foram ouvidos nove arguidos do processo, indiciados por um total de meia centena de crimes.




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