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Pinto Monteiro: "Se depender de mim, divulgo as escutas"

Publicado em 14 de Novembro de 2009   
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O procurador-geral da República, Pinto Monteiro, afirma em entrevista ao ?Expresso? que, se depender de si, admite divulgar as escutas que envolvem o primeiro-ministro, José Sócrates.

?Se depender de mim, e se for possível, divulgo as escutas para isto acalmar?, afirmou Pinto Monteiro ao semanário. Entretanto, o "Jornal de Notícias" informa que o Supremo Tribunal de Justiça mandou destruir todas as escutas a José Sócrates, alegadamente sobre a compra da TVI e da renegociação da dívida da Global Notícias.

No mesmo dia, sabe-se que suspeitas da prática de atentado contra o Estado de Direito, punido pela lei 34/87, que legisla sobre os crimes de responsabilidade dos titulares dos cargos públicos, foi a fundamentação usada pelo Ministério Público de Aveiro para extrair as duas certidões visando o primeiro-ministro, José Sócrates. A lei prevê uma pena até oito anos, avança hoje o "Correio da Manhã".

Ontem, José Sócrates disse que o caso das escutas ?está a passar todas as marcas? e questionou se é legal, num estado de direito, ter sido escutado durante meses a fio.

Em declarações aos jornalistas, Sócrates afirmou que ?o que é importante saber? é se ?durante meses a fio fui escutado e se isso é possível num estado de direito?. Pinto Monteiro prometeu revelar na próxima semana se as escutas ao primeiro-ministro são ou não legais, sendo que esta matéria divide os especialistas, uma vez que o novo Código Penal diz que para serem realizadas escutas a um primeiro-ministro, estas têm que ser aprovadas previamente por um juiz.

?Estou à espera que alguém diga que são verdadeiras?, disse Sócrates, desejando que o procurador Pinto Monteiro ?nos possa esclarecer a todos?.



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