A Polícia britânica confirmou hoje que encerrou as investigações às suspeitas de corrupção ao caso Freeport, mas a investigação prossegue em Portugal.
Num breve comunicado, o Serious Fraud Office (SFO) informa que, “apoiado pela Polícia da City de Londres, tem estado a conduzir uma investigação a denúncias de corrupção relativas à construção do complexo comercial Freeport em Alcochete, Portugal”.
“A investigação foi agora fechada”, acrescenta, sem justificar as razões desta decisão.
A Polícia da City de Londres tem por função a manutenção da lei e ordem na pequena área do centro financeiro da capital britânica, cabendo à Polícia Metropolitana o policiamento do resto da cidade.
A agência Lusa procurou obter mais detalhes sobre a investigação, mas uma porta-voz respondeu que o SFO “não pode comentar mais sobre esta questão nesta altura”.
No comunicado, o SFO compromete-se, todavia, a “continua a dar assistência que for requerida pelas autoridades portuguesas através de assistência legal mútua”.
Esta é a primeira vez que esta agência governamental britânica, que investiga e age judicialmente em casos de fraudes financeiras complexas, confirma publicamente a existência de uma investigação.
No passado recusou sempre fazer qualquer comentário ao caso e às notícias em que o SFO era referido na imprensa portuguesa.
O silêncio só terminou hoje, depois de os jornais portugueses Expresso e Diário de Notícias terem avançado a notícia do fim da investigação.
Foi também através de uma alegada carta rogatória revelada pela imprensa portuguesa que se sabe que o SFO estava a investigar Charles Smith, que esteve envolvido no licenciamento do Freeport, Sean Collidge, fundador e antigo presidente do grupo Freeport, os antigos administradores Gary Russell, Jonathan Rawnsley e Rick Dattani e William Mckinney Junior, outro consultor no processo do licenciamento.
Destes, todavia, apenas Charles Smith foi constituído arguido no processo da Polícia Judiciária portuguesa, que investiga alegadas suspeitas de corrupção e tráfico de influências no licenciamento daquele centro comercial, em 2002, quando o actual primeiro-ministro, José Sócrates, era ministro do Ambiente.
Além de Charles Smith, são arguidos Carlos Guerra (ex-presidente do Instituto da Conservação da Natureza), José Dias Inocêncio (antigo presidente da Câmara de Alcochete), José Manuel Marques (antigo assessor da autarquia), Manuel Pedro (sócio de Charles Smith na empresa Smith & Pedro) e Eduardo Capinha Lopes (responsável pelo projecto de arquitectura).




Rating: 0.0
Actividade em ionline