A maioria das certidões enviadas para o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) não identifica os intervenientes nas escutas telefónicas, avançam o "Jornal de Notícias" e o "Correio da Manhã".
A decisão de Noronha de Nascimento que trava uma investigação do DIAP a José Sócrates – considerando nulas as escutas a Armando Vara que envolvem o primeiro-ministro – baseia-se assim apenas em questões formais.
O presidente do STJ já ouviu todas as escutas mas teve dúvidas sobre a identidade dos intervenientes, por serem apenas mencionados "alvos" codificados, como faz habitualmente a PJ.
Segundo os jornais, Noronha de Nascimento só emitiu despacho sobre duas certidões. Há escutas com Sócrates das quais foi feita uma súmula escrita e outras que ainda se encontram em suporte áudio. Mas também há algumas, ao telemóvel de Armando Vara, que não ofereceram dúvidas sobre a intervenção de Sócrates e foi sobre o destino dessas que o presidente do Supremo já terá decidido.
Quanto ao Procurador Geral da república (PGR), Pinto Monteiro já pediu mais informação. Os dados complementares foram pedidos ao DIAP de Aveiro nos últimos dias, e são aguardados por Pinto Monteiro e Noronha do Nascimento. Só depois de recebidos e analisados, esclareceu ontem a PGR, é que "serão divulgados os despachos proferidos, em datas diferentes, pelo procurador-geral da República e pelo senhor presidente do STJ, bem como os que ainda venham a ser proferidos".
Veja aqui a notícia original do "Correio da Manhã"
Veja aqui a notícia original do "Jornal de Notícias"




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