Gripe A: nem uma embalagem de Tamiflu vendida na farmácia mais central de Valença

Publicado em 04 de Novembro de 2009   
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A farmácia mais central da cidade de Valença não vendeu, nos últimos dias, uma única embalagem de Tamiflu, apesar do surto de gripe A registado no concelho, que terá infectado mais de 300 pessoas.

"Não chegou cá uma única pessoa com receita de Tamiflu", disse à Lusa Ivone Pinto, directora-técnica adjunta da Farmácia do Jardim, situada no centro de Valença.

Segundo esta responsável, o que se registou foi uma "subida abismal" na venda de Ben-u-ron e de Brufen, além de termómetros.

"Nestes produtos, temos estado sempre a renovar o stock, porque têm tido uma procura inusitada, mas quanto ao Tamiflu está ali guardadinho, completamente intacto", acrescentou.

O Tamiflu só é vendido mediante apresentação de receita médica.

Segundo Ivone Pinto, o facto de os médicos terem preterido o Tamiflu no tratamento dos infectados pela Gripe A em Valença confirma que os casos ali registados "foram simples". "Se tivesse havido algum caso grave, certamente seria receitado Tamiflu", referiu.

As autoridades de saúde pública do Alto Minho sempre garantiram que não há no concelho de Valença "qualquer caso grave" entre os infectados com o vírus H1N1.

A mesma responsável disse ainda que, "curiosamente", a procura de Tamiflu nas farmácias portuguesas por parte dos galegos, que conheceu um "pico" em Setembro, actualmente já não se regista.

O governo de Madrid retirou o Tamiflu do mercado, passando a distribuição deste antiviral a ser feita apenas por hospitais e centros de saúde, o que levou muitos espanhóis das zonas de fronteira a procurar aquele medicamento em Portugal.

 



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