O economista Vítor Bento afirmou hoje que Portugal teve nos últimos dez anos "o pior crescimento" desde a década de 1912 a 1921.
"Nesta última década nós tivemos o pior crescimento desde a década de 1912 a 1921, isto é, [para encontrarmos] uma década com o crescimento mais baixo do Produto Interno Bruto (PIB) temos que recuar a 1912 a 1921", disse o presidente da SIBS - Sociedade Interbancária de Serviços, em Lisboa.
Vítor Bento falava à margem da apresentação do livro "A Economia no Futuro de Portugal", no Centro Cultural de Belém.
Este livro é o primeiro de cinco títulos que vão ser lançados e que foram elaborados pela SAER - Sociedade de Avaliação Estratégica e Risco e coordenados pelo antigo ministro das Finanças Ernâni Lopes.
Como Ernâni Lopes, o economista Vítor Bento considerou também que a ultima década em Portugal aponta para um crescimento anémico, isto é, só comparável com o cenário da década de 1921.
Vitor Bento enfatisou que "os números falam por si", adiantando que "falharam muitas cisas, mas em última instância a responsabilidade deve ser atribuída à sociedade como um todo".
"Houve incentivos que foram dirigidos erradamente para sectores de mais baixa produtividade, embora muito rentáveis para quem neles investiu", criticou o economista.
Para Vítor Bento há um problema que "não foi curado devidamente" que é a questão da produtividade e a falta de a economia portuguesa não feito "uma forte aposta" na produção de bens transaccionáveis, isto é, sujeitos à concorrência externa, e não ter ganho a batalha da competitividade.
JS




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