O BE defendeu hoje a necessidade de pôr “um travão à sangria de dinheiros públicos” aplicados no BPN e desafiou o novo executivo socialista a anunciar soluções concretas na discussão do programa de Governo, na próxima semana.
Falando numa conferência de imprensa no Parlamento, o deputado do BE João Semedo assinalou que um ano após a sua nacionalização, o BPN está “em estado vegetativo” e “tem sobrevivido à custa de sucessivas injecções de capital da Caixa Geral de Depósitos (CGD)” que “já totalizam 3800 milhões de euros”.
“Desafiamos o Governo a anunciar uma solução concreta para o problema do BPN no programa de Governo que irá ser discutido na Assembleia da República na próxima semana”, afirmou João Semedo.
O deputado admitiu chamar ao Parlamento o novo ministro das Finanças e o governador do Banco de Portugal caso não receba respostas do Governo.
Na opinião do bloquista, “é ilegítimo que o Governo continue a gastar dinheiro num poço sem fundo”.
“Na situação actual dos mercados, a proposta inicial do Governo, a venda e a reprivatização do BPN, é muito difícil de acontecer, sobretudo por valores que recompensem o Estado do grande investimento que tem feito”, referiu.
Semedo disse ainda que “a informação disponibilizada [sobre o banco] é opaca” e que o balanço do primeiro semestre deste ano, já divulgado, “não garante que o cálculo de todas as operações ilícitas estejam já completamente apuradas”, de modo a conhecer “a dimensão do buraco do BPN”.
“Por parte do ministério das Finanças, Banco de Portugal e da administração BPN/CGD tem havido informação mitigada que não permite ler através dos números a situação exacta do BPN e dos financiamentos do Estado”, criticou.




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