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Pinto Balsemão diz que "Impresa está calmíssima"

Publicado em 30 de Outubro de 2009   
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O presidente da Impresa, Francisco Pinto Balsemão, garante que, apesar das notícias que envolvem possíveis alterações accionistas e mudanças no sector, a sua empresa “está calmíssima”.

À margem dos Prémios Exame, que decorreu quinta-feira à noite, quando questionado sobre a eventual venda dos mais de 20 por cento de participação da Ongoing no capital da Impresa, o responsável disse estar tranquilo, realçando os resultados que o grupo apresentou até Setembro e os indícios que já têm de Outubro. “Definimos um caminho (na Impresa), temos a maioria (do capital) e, por isso, vamos para a frente”, salientou Francisco Balsemão. “Nós não temos que procurar nenhuma solução (em termos accionistas). Estamos no mercado e quem quiser compra (acções) e quem quiser vende, senão não estava na bolsa”, sustentou.

Já sobre a possibilidade do empresário Joe Berardo ser um dos próximos accionistas da Impresa, como este admitiu em entrevista à Bloomberg, o responsável afirmou apenas achar “muito bom que haja interesse pelas acções da Impresa, ela está na bolsa”.

“Os resultados que apresentámos (até Setembro) foram muito bons, surpreenderam até muitos dos analistas e, portanto, estamos numa economia de mercado, é natural que hajam manifestações de interesse”, acrescentou.

Levado a considerar se Joe Berardo seria um bom fututo accionista, afirmou que “todos aqueles que estejam interessados de forma sincera, podem ir ao mercado e comprar. Não faço escolhas”.

Quanto à relação entre o BES e a PT na Ongoing, Francisco Balsemão desdramatiza, referindo que “é um problema deles” e não seu, mas “suficientemente noticiado para que as pessoas percebam que existe e em que condições foi efectuado”.

Acrescenta o responsável que “todos os bancos têm as suas opções de investimento (no caso da decisão do BES), os fundos são confiados, não me compete a mim julgar se é bom se é mau. Ver-se-á”, concluiu.

Nos primeiros nove meses do ano, a Impresa alcançou 249 mil euros de lucro, mais 82,1 por cento face a Setembro de 2008. Já só no terceiro trimestre, o Grupo obteve 2,4 milhões de euros de lucro, face a perdas de 4,9 milhões, o seu melhor resultado de sempre para um terceiro trimestre, anunciou a empresa na terça-feira.



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