Mexia escusa-se a comentar Armando Vara e José Penedos como arguidos

Publicado em 29 de Outubro de 2009   
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O presidente da EDP escusou-se hoje a comentar o estatuto de arguidos do vice-presidente do BCP Armando Vara e do presidente da REN na operação "Face Oculta", afirmando que não lhe compete "ser o regulador da moralidade".

Mexia falava na apresentação dos resultados da EDP dos primeiros nove meses. Questionado directamente sobre se mantinha a confiança numa administração do BCP na qual um vice-presidente [Armando Vara] é arguido por crimes económicos, António Mexia respondeu que "não tem por hábito falar de pessoas".

"O que se passa no BCP tem de ser tratado no contexto do BCP", declarou o presidente da EDP, que detém uma participação de 3,2 por cento do capital do banco.

Já à margem da apresentação, António Mexia foi questionado sobre a constituição como arguido de José Penedos, presidente da REN - Redes Energéticas Nacionais.

"Gerir é transformar complexidades em resultados. É isso que me compete, não me compete ser um regulador da moralidade ou das percepções", disse o presidente da EDP.

A REN - empresa cotada no PSI-20 - gere as redes de transporte de electricidade e gás natural em Portugal.

O mesmo responsável também abordou o facto de a eléctrica ter sido contactada pela Polícia Judiciária, no âmbito da operação "Face Oculta", e reafirmou que as autoridades apenas pediram informações sobre empresas terceiras.

"No que diz respeito à EDP há um pedido de informações acerca de meia dúzia de empresas com quem possamos ter contrato como fornecedores", disse Mexia, antes de acrescentar que essa informação pedida pela PJ "está a ser preparada e será enviada com a máxima celeridade".

A Judiciária esclareceu, em comunicado, que a "investigação [Face Oculta] tem como objecto a actividade de um grupo empresarial, da zona de Aveiro, que, através de um esquema organizado, terá sido beneficiado na adjudicação de concursos e consultas públicas, na área de recolha e gestão de resíduos industriais".

No âmbito da operação, empresas como a EDP, a Galp, a REN e a REFER foram contactadas pela PJ para fornecer informações e em algumas delas houve mesmo buscas. O presidente da REN, José Penedos, o seu filho Paulo Penedos e o vice-presidente do BCP Armando Vara foram constituídos arguidos no âmbito do caso.

 

 



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