Alta Velocidade

Luís Filipe Menezes defende TGV e estação em Gaia

por Pedro José Barros / Grande Porto, Publicado em 28 de Outubro de 2009   
Presidente da Câmara de Gaia diz que saiu da liderança do PSD porque lhe fizeram a "vida negra"
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O presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, Luís Filipe Menezes, diz que seria "dramático do ponto de vista da competitividade" que Portugal abdicasse do TGV. O autarca defende a localização de uma estação Porto-Sul, em Gaia, a ligação ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro e à Galiza. Sobre o PSD, exige uma postura coerente: "Não se pode defender o TGV quando se está no governo e ser contra quando se está fora do governo."

A inclusão de uma estação Porto-Sul na linha de alta velocidade justifica-se por duas razões. Os utilizadores da alta velocidade ferroviária no Grande Porto residem essencialmente em Gaia e no Porto e, do ponto de vista da proximidade e da mobilidade, estaria "muito mais próxima" da zona ocidental do Porto, onde habitam "dois terços da população", com mais "possibilidades económicas". Na sua perspectiva, é "uma asneira enorme a ida a Campanhã", devendo a estação localizar-se a ocidente. O que faz sentido é "aproveitar o corredor marginal que vem junto ao mar e levá-lo ao aeroporto e à Galiza".

Vida "insuportável" Quanto ao PSD, Menezes garante que o problema não está na divergência entre pessoas, mas "no facto de, há uma quinzena de anos, não haver coerência ideológica, estratégica e programática". "Não se pode ser durante anos patrono das preocupações sociais, na defesa do Serviço Nacional de Saúde e da escola pública, da Segurança Social protegida, e depois passar a imagem de que somos inimigos do estado social num país de pobreza e dificuldades da classe média", critica.

O autarca diz que foi o líder do PSD "eleito por mais votos em 35 anos" e que saiu pelo seu pé porque lhe tornaram a vida "completamente insuportável". Critica ainda o vice-presidente do PSD por este dizer em Felgueiras "que é preciso o PSD parar de trucidar líderes". Porquê? "Foi o vice-presidente do partido que, na véspera da minha saída, foi à SIC pedir um congresso extraordinário para me demitir. Saí porque me fizeram a vida negra. Se tivesse ficado, o PSD hoje estava a formar governo." Agora quer ajudar os militantes a "encontrarem uma boa solução".


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