Como seria de esperar, a nomeação da escritora Isabel Alçada para ministra da Educação foi a "mina" da semana. Não houve ninguém que não tivesse tentado fazer umas piadas à volta dos livros "Uma Aventura". Um fartote. Mas agora que já rimos todos e que o governo já tomou posse, vamos a coisas sérias.
Já anteriormente tinha sido preterida em favor da sua colega Isabel Alçada para o cargo de comissária do Plano Nacional de Leitura, e agora outra vez de fora! É injusto, e também um erro de José Sócrates, pois não é bom quebrar uma dupla de sucesso. Basta lembrarmo-nos de Croquete e Batatinha; separaram-se, e acabou logo a magia. O Croquete desapareceu e o Batatinha arrasta-se na irrelevância. É fácil imaginar Isabel Alçada a visitar escolas, e as crianças todas a perguntarem pela A. Maria Magalhães. Isto não é bom para o governo! Vai fazer mossa. O melhor teria sido Sócrates convidá-las às duas para serem ministras, criando um ministério com co- -ministras. Isto, aliás, nem seria inédito. Basta ver o que se passou no Ministério das Obras Públicas do anterior governo com a dupla Mário Lino/Jorge Coelho. Alguém imagina o Dolce sem o Gabbana? O K. Richards sem o Jaeger? O Santana Lopes sem o P. Granger? Tal como a própria Yoko Ono, que destruiu a dupla Lennon/MacCartney, Sócrates vai ser a Yoko Ono da dupla Uma Aventura! E se o PSD fosse buscar a A. Maria Magalhães?
Argumentista/Humorista




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