"Porque conheço as dificuldades que tem de enfrentar um governo minoritário, porque conheço bem as dificuldades que um Presidente da República pode colocar a um Governo, serei sempre um referencial de estabilidade": a frase sintetiza o tom do discurso de Cavaco Silva, na tomada de posse do XVIII governo constitucional. Entre sublinhar a circunstância deste executivo ser minoritário, dizendo que "neste quadro político, o diálogo e a concertação na procura dos consensos possíveis ganham uma relevância acrescida" e apelar à responsabilidade "do novo Governo, mas também das diversas forças políticas e dos agentes económicos e sociais", o Presidente da República não deixou de marcar que "o horizonte temporal de acção deve ser sempre a legislatura".
Para Cavaco, há duas questões que são prioritárias: o desemprego e o endividamento externo. O "país precisa de reformas, sem dúvida. Mas, mais do que de reformas, o país precisa de um rumo de futuro", afirmou.
No discurso no Palácio da Ajuda, o Chefe de Estado renovou a garantia "não só de cooperação institucional, mas também de cooperação estratégica com os outros órgãos de soberania, no respeito pelos limites constitucionais da separação e interdependência de poderes", mas também avisou que considera ter "perante todos os portugueses, o dever de dizer o que penso nos momentos que considerar oportunos".




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