O primeiro-ministro prometeu hoje que assumirá "plenamente" o diálogo político e social como "um valor", considerando que essa é condição de estabilidade, e reiterou o "empenhamento" do Governo na cooperação institucional com o Presidente da República.
José Sócrates falava no discurso de tomada de posse do XVIII Governo Constitucional, o segundo por si liderado.
Num discurso que durou cerca de 15 minutos, o primeiro-ministro referiu-se às condições de governabilidade do seu executivo, que tem apenas maioria relativa na Assembleia da República. "Assumo plenamente o valor do diálogo político e social, que é condição de estabilidade. Mas, que ninguém duvide, estou bem consciente do mandato democrático que este Governo recebeu: o mandato de prosseguir as reformas e a modernização", sustentou.
Neste contexto, Sócrates deixou as mensagens de que o seu executivo está "decidido a cumprir" o programa que o eleitorado votou nas últimas eleições legislativas e que "todas as instituições e responsáveis do nosso sistema político, sem excepção, poderão contar com a lealdade e o respeito do Governo".
"Renovo o empenhamento do Governo na cooperação institucional com o senhor Presidente da República; e reafirmo o respeito do Governo pelo Parlamento, a quem responde politicamente. O Governo sabe bem quais são as suas competências, tal como conhece e respeita as competências dos outros órgãos de soberania", vincou Sócrates.
Ainda sobre a nova conjuntura política, o primeiro-ministro referiu que o novo quadro "impõe a todas as instituições e a todos os agentes políticos um elevado sentido de responsabilidade".
"Responsabilidade, desde logo, com a estabilidade política. Estabilidade que é um valor essencial para atrair investimento, aumentar a confiança, estabelecer acordos sociais, tomar decisões de fundo e responder com eficácia à crise económica", apontou José Sócrates.




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