Luiz Felipe Scolari já ganhou muito dinheiro na vida. E gosta de ganhar, porque além de humano é daqueles humanos para quem o pragmatismo é lei sagrada.
Luiz Felipe Scolari já ganhou muitos títulos e honrarias na vida. Gosta de ganhá-las, porque além de pragmático é vaidoso e guarda aquela pontinha de orgulho de quem "vindo de baixo, teve de lutar muito para chegar cá acima" [vox populi].
Fica difícil de entender, portanto, o que pode levá-lo a aceitar o cargo de seleccionador de Angola. Títulos? Difícil. Honrarias? Possível, mas muito complicado. Afinal Angola já esteve num Mundial, e não se prevê que Felipão consiga fazer algo parecido com o que alcançou à frente da selecção portuguesa. Na Taça das Confederações Africanas? Talvez um dia. É esta a ponta solta no campo das motivações desportivas.
Dinheiro? Mais fácil, sem dúvida. Em Angola, embora só pareça nalguns nichos de boa vida do país, há muito. E é para distribuir selectivamente. Scolari tem tudo para enriquecer mais um pouco em África. Sobretudo se estiver farto de ganhar provas e souber colocar em campo e na vida social a faceta de conquistador das massas. Nem que seja preciso deixar jogar o Mantorras.




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