Os portugueses são mais sensíveis a alterações nos preços praticados pelo sector dos combustíveis em Portugal e menos a mudanças de preços na banca e nos transportes, indica o último estudo ECSI - Portugal, hoje divulgado.
"O sector dos 'combustíveis' é aquele que apresenta uma maior sensibilidade por parte dos clientes à variação de preços, enquanto que a banca e os transportes estão entre aqueles em que os clientes se mostram menos sensíveis", refere o estudo a que a agência Lusa teve acesso.
O trabalho ECSI - Portugal foi promovido em parceria entre a APQ (Associação Portuguesa para a Qualidade), IPQ (Instituto Português de Qualidade) e ISEGI - Instituto Superior de Estatística e Gestão de Informação (ISEGI), da Universidade Nova de Lisboa.
O estudo traça o "Estado da Nação" no que respeita à qualidade dos serviços prestados e à satisfação dos clientes, a partir de um questionário de 15.629 entrevistas realizadas a 250 clientes, entre Outubro de 2008 e Março de 2009.
O estudo faz uma análise das principais empresas que operam em sete sectores da economia portuguesa, caso da banca, seguros, comunicações, combustíveis, gás em garrafa, transportes de passageiros (áreas metropolitanas de Lisboa e Porto) e águas de rede de abastecimento.
"É no serviço de Internet que os clientes são mais sensíveis às alterações de preços no conjunto do sector das 'Comunicações', realça também o estudo. De acordo com mesmo estudo, o BPI, a seguradora Generalli, a Vodafone, o Meo, o Metro e a EPAL são as empresas com maior grau de satisfação por parte dos portugueses.
O questionário foi realizado por telefone da rede fixa e móvel dos três operadores (Optimus, Vodafone, e Portugal Telecom), aos clientes particulares com experiência de consumo mínimo de três ou seis meses e com idades superiores a 15 ou 18 anos. A entrevista baseou-se num questionário com 50 perguntas. Para a avaliação utilizou-se uma escala de valores entre 1 e 10 e o trabalho de campo.
O estudo por sectores concluiu que o "Gás em Garrafa" possui a melhor imagem junto dos clientes (7,53), ao contrário do sector dos "Combustíveis" (6,99). Já em termos de qualidade, com médias na ordem dos 7,66 está o "Gás em Garrafa" e de 6,84 os "Transportes da AML", reflectem o índice mais elevado e o menor valor registados em termos de qualidade.
Quanto à satisfação, os clientes demonstraram estar contentes com os serviços/marcas de "Gás em Garrafa", com 7,51, enquanto o maior desagrado, na ordem dos 6,56, situa-se no sector dos "Transportes da AML".
O sector no qual houve menor número de reclamações foi o do "Gás em Garrafa", com um índice de 6,85, enquanto que o dos "Transportes da AML" apresentou o maior número de reclamações, com um índice de 5,27.
Sobre a lealdade, o estudo constata que o sector "Gás em Garrafa" apresentou a média mais elevada, com 7,20, enquanto que o sector das "Águas" apresenta o nível mais baixo, com 6,48 pontos.




Rating: 0.0
Actividade em ionline