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Amanhã é dia de Windows 7

por Ana Rita Guerra, Publicado em 20 de Outubro de 2009   
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O lançamento oficial é à meia-noite, mas o dia de amanhã está recheado de eventos e apresentações de novos modelos. Toshiba, Acer, HP. Quem quiser o novo Magalhães pode ir fazer fila para a porta das maiores superfícies de retalho de electrónica. A Microsoft faz uma festa especial em Lisboa. Mas desta vez o “pandam” é muito menor que há dois anos, quando foi a vez do Vista.
Compreensível: o Vista foi um fracasso monumental. Não é fácil para uma empresa como a Microsoft encaixar isto – que o sistema em que andou a trabalhar meia dúzia de anos e custou largos milhões de dólares simplesmente não é bom. Chateia, irrita, bloqueia, faz desejar um regresso ao XP (que quando apareceu também foi considerado péssimo… agora é um caso de amor). O mais curioso disto tudo é que os ‘focus groups’ usados para testar o Vista deram excelentes resultados. O feedback era óptimo, o que não deixa de ser estranho (e é o motivo pelo qual Steve Ballmer pôs o filho mais velho a “dizer-lhe a verdade” sobre o 7).
A minha opinião? Em comparação com o Vista, o 7 é de facto muito melhor. A Microsoft soube ouvir as críticas enraivecidas dos clientes e emendou a mão, introduziu algumas coisas novas no sistema e principalmente cumpriu todos os prazos. Mas o 7 continua a ser um Windows. Não é uma mudança estrutural, não é uma revolução.
E aquilo de que a Microsoft precisa nos próximos anos é de uma revolução. Não esquecer que vem aí o Google Chrome OS, que o Mac OS continua a ganhar terreno e que os miúdos estão a crescer. Os miúdos que cresceram com a internet vão tornar-se a geração dominante. Uma geração que não tem aversão à mudança, que consegue usar qualquer sistema operativo e que sabe que não tem de ficar empacado com a Microsoft o resto da vida.
Portanto: se a Microsoft já não domina as buscas nem a publicidade online. Se não consegue ganhar terreno nos smartphones. Se tem um navegador que rapidamente pode deixar de ser dominante… bom, eu não gostava de estar naquelas reuniões de estratégia.


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