Chefe de Estado-Maior da Armada diz que novos submarinos são "imprescindíveis"

Publicado em 15 de Outubro de 2009   
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O Chefe de Estado-Maior da Armada (CEMA), almirante Melo Gomes, apelou hoje, para que a “cíclica miopia marítima que tem afectado Portugal nos últimos anos, não sofra uma recaída irreversível" e considerou "imprescindíveis" os novos submarinos.

“A miopia marítima é factor que atravessou a nossa história e sempre que Portugal não se preocupou com o mar, nós tivemos um decréscimo do nosso impacto perante outras nações e perante amigos e adversários”, explicou.

No seu discurso durante a Cerimónia de abertura do Ano Operacional da Marinha de Guerra Portuguesa, o almirante destacou a aquisição dos dois novos submarinos – o “Tridente” (actualmente a efectuar provas no mar e será recebido em 2010) e o “Arpão”, chegará em 2011.

Relembre-se que durante o tradicional jantar do PS do 05 de Outubro (Alenquer), Almeida Santos, presidente do Partido Socialista, afirmou que Portugal “não precisa de submarinos para nada”, defendendo antes a compra de armas.

“Devo ser um bocado burro mas não consigo descobrir porque é que nós precisamos de dois submarinos”, questionou fazendo votos de que José Sócrates e o ministro da defesa sejam da mesma opinião porque “precisamos urgentemente de vender os submarinos para comprar armas que sejam úteis e necessárias para a defesa das nossas águas marítimas”, considerou.

Questionado pelos jornalistas sobre estas declarações, o almirante Melo Gomes referiu que “não se atreve a tecer comentários sobre uma figura com estatuto que tem o Dr. Almeida Santos”.

No entanto, defende que ter submarinos é caro, sem dúvida muito caro, mas muito mais caro seria não os ter em especial para as gerações que nos sucedem”, alertando para “os valores e necessidades que Portugal tem para cumprir as suas missões e os seus deveres no mar”.

“São imprescindíveis à salvaguarda da sua segurança e da sua soberania”, sublinha.

O almirante Melo Gomes considera Almeida Santos um “expoente da nossa democracia” e o conteúdo das suas declarações - para a Marinha - “é bom que se debatam as questões, porque estamos certos da nossa razão de que a arma submarina é imprescindível à afirmação dos interesses de Portugal no mar, portanto, estamos prontos a debater os diversos pontos de vista e ideias porque isso é salutar em democracia”.

“Continuo a defender que o mar é uma oportunidade que está aí e que devemos aproveitar e é neste sentido que eu falo e apelo à opinião pública para que debata este assunto e para que os portugueses voltem a interessar-se de novo por aquilo que é na minha opinião um dos seus principais activos”, rematou.

 



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