Por favor dêem a comunhão na mão, por Laurinda Alves

por Laurinda Alves, Publicado em 14 de Outubro de 2009   
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Na boca ou na mão, eis a questão que se põe actualmente a padres e ministros extraordinários da comunhão. Depositar a hóstia consagrada na mão faz muito mais sentido hoje em dia do que metê-la na boca. Por questões de saúde e higiene, naturalmente, mas também porque receber a comunhão na mão é tão digno como recebê-la na boca. Felizmente a tradição já não é o que era e há cada vez mais padres e leigos a dar a comunhão na mão. Embora a orientação superior vá neste sentido, a Igreja dá liberdade nesta matéria e respeita os hábitos de cada prior e paróquia. Acontece que esta liberdade paroquial permite que muitos paroquianos insistam em receber a hóstia consagrada sem lhe tocar com as mãos, obrigando o padre ou o leigo que dá a comunhão a depositá-la directamente sobre a língua.

 

Sem querer, algumas pessoas lambuzam os dedos de quem dá a comunhão e é impensável parar a cerimónia, pousar a patena, sacar de um lenço e limpar (desinfectar seria o ideal) as mãos entre cada dois comungantes.

 

 O problema é que quem vem a seguir não tem culpa do estado em que o anterior deixou os dedos de quem dá a comunhão. Por tudo isto, pergunto: é possível deixar de dar a comunhão na boca e mentalizar os fiéis para receberem a comunhão na mão?

 

Jornalista

http://laurindaalves.blogs.sapo.pt



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