Obama quer fim de lei que proíbe gays no exército
Publicado em 12 de Outubro de 2009
Obama retomou a defesa da comunidade gay, que continua a pedir prazos para medidas concretas
Esta é a primeira semana de uma nova era Obama. No rescaldo do prémio Nobel da Paz atribuído na sexta-feira, as primeiras promessas do presidente norte-americano foram inesperadas.
Num jantar de beneficiência, no sábado, Obama falou à comunidade gay. A principal promessa foi "banir a política don't ask, don't tell", que proíbe aos homossexuais assumidos a entrada nas forças armadas. As 3 mil pessoas da assistência aplaudiram, mas a reacção não foi tão unânime no resto do país.
Os lóbis gay foram grandes apoiantes de Obama nas primárias, mas desde então pouco viram ser feito em sua defesa e há uma maioria de homossexuais que acusa o presidente de ter tocado no tema para subir os seus níveis de popularidade.
A semana passada, a Câmara dos Representantes aprovou uma lei proposta pela administração, que passa a incluir nos crimes de ódio aqueles que são praticados devido ao sexo ou à orientação sexual de uma pessoa. O Senado deverá dar a aprovação final já esta semana. Além disso, uma das primeiras acções oficiais de Obama foi a atribuição póstuma da Medalha da Liberdade a Harvey Milk, primeiro gay assumido a ascender a um cargo político no país.
Mas estas pequenas vitórias não satisfazem. Agora Barack Obama sacou das armas grandes e prometeu acabar com a "don't ask, don't tell" e legalizar o casamento civil entre gays, mas sem dar prazos. A comunidade continua do seu lado, mas exige menos promessas e mais acção - porque, como disse um elemento da comunidade gay ao "New York Times", "até os nossos amigos precisam de um chuto no rabo de vez em quando".
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