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África do Sul quer legalizar prostituição para travar sida no Mundial de 2010

Publicado em 11 de Outubro de 2009   
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Os profissionais de saúde da África do Sul estão preocupados com a incidência de HIV entre a população e prostitutos em vésperas do Mundial de Futebol. Ian Sanne, director de um centro de investigação dedicado à sida, sediado na capital Joanesburgo, diz hoje no The Guardian que a atmosfera de festa que vai ser desencadeada pela competição internacional vai dar luz verde a um ambiente de promiscuidade que deve ter em conta o facto de 50% dos prostitutos do país estarem infectados com VIH.

"O VIH/Sida é um problema global e há uma necessidade enorme de encorajar e reforçar uma melhor saúde e responsabilidade, principalmente junto dos jovens sul-africanos que podem ficar em risco durante o Mundial", diz o especialista.

Uma das recomendações é o início do registo dos profissionais do sexo e testes de despistagem. Na expectativa da venda de 3,2 milhões de bilhetes para os jogos do mundial, entre outros visitantes, e num país considerado o centro da epidemia da sida, Sanne acredita que o evento vai levar a um aumento dramático das infecções.

"Uma legislação interna sobre a prostituição seria o melhor para o país, em vez de a deixar descontrolada", defende. "Os trabalhadores do sexo precisam de registar num quadro que regula a sua prática e lhes dê uma acreditação, tendo que passar por um teste obrigatório de VIH. Só em casa de resultado negativo é que seriam autorizados a trabalhar", adianta.

Estima-se que cinco milhões de adultos estejam infectados no país, entre eles um em cada dois prostitutos. Apenas 30% dos infectados estão a receber tratamento.



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