Uma organização muçulmana do Canadá apelou ao governo para que banisse o uso da burca, que tapa o rosto das mulheres, por considerar que é um símbolo medieval extremista sem bases no Islão.
O Congresso Muçulmano do Canadá pediu ao governo que proibisse a burca e o niqab, um véu que tapa a cara, deixando apenas os olhos descobertos, uma vez que estas peças de vestuário não têm sentido numa sociedade que apoia a igualdade de género.
"Os muçulmanos de todo o mundo sabem que este traje é misógino para as mulheres e que está a ser promovido pelos Talibãs e pela Al-Qaeda", organizações ditas terroristas, afirmou Tarek Fatah, fundador do grupo.
A burca é uma peça de vestuário que cobre a mulher dos pés à cabeça, tendo apenas um pequeno espaço aberto nos olhos e no nariz para que a mulher possa ver e respirar.
Fatah afirmou, no entanto, que esta proibição não deve estender-se à hijab, um lenço tradicional que não cobre a cara das mulheres, apenas o cabelo.
O fundador do Congresso Muçulmano do Canadá disse ainda que não há nada nos escritos religiosos primários que obrigue a mulher a esconder o rosto, nem mesmo nas leis ultra-conservadoras.




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