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Elisa Ferreira promete reabilitar o Bolhão na acção mais concorrida da campanha

Publicado em 09 de Outubro de 2009   
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A candidata do PS à Câmara do Porto, Elisa Ferreira, prometeu hoje revitalizar o Bolhão, depois de uma visita cheia de apertos e beijinhos que terminou com um discurso e rosas atiradas ao povo, da janela da sede de candidatura.

“Se for eleita, o mercado do Bolhão não vai fechar. Andamos todos a falar de micro-empresas, de criar dinâmica… Haverá exemplo mais flagrante do que uma infra-estrutura destas, que, ao fim de oito anos, continua a ser um sonho, porque está toda escorada e cheia de suportes?”, observou a candidata, no mercado do Bolhão.

Foi a acção mais concorrida destas duas semanas de campanha da candidata independente: juntaram-se bombos e gaitas de foles a muitos apoiantes do PS, para apoiar Elisa Ferreira na visita, onde não faltaram incentivos como “O povo vai votar e Elisa vai ganhar”, ou “A Elisa vai ganhar e o Bolhão não vai fechar”.

No fim, a candidata subiu à janela do primeiro piso da sede de candidatura (situada em frente ao mercado) para atirar as rosas que lhe tinham oferecido e pedir aos populares para, no domingo, se mobilizarem “pelo Porto”, para que a cidade volte a ter “dinâmica, fraternidade e liberdade”.

Teixeira dos Santos, ministro das Finanças e candidato do PS à Assembleia Municipal do Porto, esteve sempre ao lado de Elisa, alertando para a necessidade de “inverter” o actual panorama, em que o Porto “não tem capacidade de atrair investimento, actividade económica, emprego e pessoas”.

O socialista diz que o Porto está, como diz a canção de Rui Veloso, como “um milhafre ferido na asa”, e que é preciso colocá-lo “a voar”.

“Precisamos de um projecto mobilizador e esse projecto é o de Elisa Ferreira. Por isso estou aqui, ao lado dela, sem qualquer hesitação. O Porto está a morrer a pouco e pouco. Temos de dar esperança aos portuenses com este projecto de revitalização da cidade”, afirmou.

O ministro admite que o poder central tem responsabilidades na perda de importância da cidade e apelou à responsabilidade de todos.

“O Porto tem sido incapaz de acompanhar os desafios do país, por incapacidade de muitos intervenientes políticos, não só a nível local como a nível central. Isto é uma responsabilidade de todos. Apelo a que todos assumam essa responsabilidade, para que o Porto possa, novamente, fazer parte de projecto de modernização do país”, afirmou.

Apesar das sondagens continuarem a colocar a candidata do PS em desvantagem, Elisa Ferreira confia num volte-face.

“As eleições não se ganham nem perdem com sondagens. Se não fosse assim, o Rui Rio não estava lá. Às vezes o povo do Porto prega-as”, avisou a candidata.

Considerando que os vendedores do Bolhão “são um exemplo de coragem das pessoas do Porto”, Elisa Ferreira lembrou que, “quando lhes salta a tampa, as pessoas votam e votam mesmo”.

A candidata acredita que “o Porto vai sair da situação em que está e vai para a frente”, avisando que “há apenas um projecto e uma oportunidade” e que “a grande oportunidade é esta”.

“A cidade está ao abandono e nós andamos distraídos a discutir uns com os outros, mas há uma alternativa, não é uma fatalidade estarmos assim”, frisou.

Quanto ao mercado, Elisa Ferreira pretende manter o mercado de frutas, legumes e produtos frescos e “modernizá-lo”, criando espaço para venda de produtos biológicos, para restaurantes e animação cultural”.

“O que não faz sentido”, diz a candidata, “é ter um mercado com uma arquitectura espantosa, onde há tanto emprego que se quer manter, e, ao fim de oito anos, ter o mercado todo entaipado e cheio de andaimes. Há oito anos que Rui Rio está com poder total de resolver estas questões”, criticou.

A candidata compromete-se, por isso, a “revitalizar este espaço e todos os outros que a câmara tem nas mãos e deixou empatados durante oito anos”.

 



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