Tiebreak por Rui Silva

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O fair-play de Federer

Publicado em 28 de Abril de 2009   
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Em entrevista à "Gazzetta dello Sport", Roger Federer demonstrou por que razão é considerado um dos melhores tenistas de sempre. A liderança do ranking já foi perdida há quase um ano, e a avaliar pelo desempenho de Nadal continuará, mas Federer continua a primar pelo fair-play, tanto dentro como fora dos courts.

Não é fácil, no entanto. Se foi fácil conformar-se com a incapacidade de bater o espanhol em Roland Garros, a final perdida em Wimbledon constituiu um sinal que a hegemonia poderia estar a chegar ao fim. Em Agosto, mesmo já em segundo, Roger conseguiu vencer no US Open, mantendo a sensação que o piso rápido continuava a ser o reino do suíço.

2009, porém, marcou o fim dos domínios de Federer. Na Austrália, mais uma final perdida para Nadal e lágrimas após a derrota. Acima de tudo, Roger Federer estava frustrado. Reconheceu naquela momento que já pouco podia fazer para travar o furacão espanhol. Durante anos, habituara-se a ouvir que os adversários tinham tido azar por fazer parte da mesma geração que ele. Agora, a geração de Federer tinha desaparecido, já só havia a de Nadal.

Aí, nesse momento, pensei que Federer estivesse a ponderar terminar a carreira. Ninguém o censuraria se o fizesse. Campeão como é, decidiu continuar. Faltava-lhe motivação. Antes de Monte Carlo, onde desiludiu mais uma vez frente ao compatriota Stanislas Wawrinka, decidiu casar com a companheira de longa data, que até já está grávida.

A derrota não o incomodou e afirmou que só se preocupa em saber se o bebé será rapaz ou rapariga. Poder ser que lhe traga energia para bater Nadal. Só às vezes.



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