Irlanda disse sim ao Tratado de Lisboa. E agora? - vídeo
Publicado em 05 de Outubro de 2009
Depois da Irlanda, a República Checa é o último grande obstáculo à entrada em vigor do Tratado
Alívio é a palavra que define o estado de espírito dos Estados- -membros da UE no rescaldo da aprovação do Tratado de Lisboa pela Irlanda. À segunda foi de vez: nem 16 meses depois de terem chumbado o Tratado em referendo, 67,1% dos irlandeses voltaram às urnas para dizer sim. No discurso da vitória, o primeiro-ministro irlandês, Brian Cowen, falou na vontade do povo de "permanecer no coração da Europa, onde o futuro [irlandês] pertence". Sábado, reagiu o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, foi "um grande dia para a Irlanda e um grande dia para a Europa".
O próximo passo é conseguir que o Tratado entre em vigor até Janeiro de 2010; mas a República Checa e a Polónia continuam como obstáculos no caminho para encerrar o assunto.
Ontem, um porta-voz do presidente polaco adiantou que o Tratado deverá ser ratificado em breve no país, deixando apenas a República Checa a dificultar a implementação do documento. O presidente checo, Vaclav Klaus, sofre agora inúmeras pressões, suspeitando-se de que estará a atrasar a ratificação até às eleições britânicas de Maio de 2010 (ver caixa). Durão Barroso recusa a hipótese: "Tenho todas as razões para crer que a República Checa vai ratificar o Tratado, é uma questão de tempo."
Uma das alterações que o Tratado vem implementar é a reforma das instituições europeias, à luz da qual Durão Barroso quer formar a nova Comissão Europeia, que toma posse em Novembro. Ainda sem o sim checo, a outra grande questão em cima da mesa é a escolha do novo presidente do Conselho Europeu. Tony Blair e François Fillon são alguns dos nomes evocados.
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