Autarquicas

Autárquicas. As cidades onde os líderes apostam tudo

Publicado em 05 de Outubro de 2009   
Ferreira Leite é a única que pode sair fragilizada em caso de derrota, até porque o PSD assume a meta mais ambiciosa nestas eleições. Todos os líderes estão na estrada
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Eles pediram e Manuela Ferreira vai mesmo fazer-se à estrada para a segunda volta política a Portugal em menos de um mês. Bragança, Porto e Lisboa são os destinos da líder do PSD nos últimos dias da campanha para as eleições autárquicas.

Fragilizada com os resultados das legislativas e a braços com uma crise política interna, Manuela tem estado resguardada desde a semana passada. A única aparição pública teve um motivo forte: a audiência aos partidos promovida pelo Presidente da República, na sexta-feira.

Mas esta semana a líder social-democrata vai estar presente em acções de campanha em Alcobaça (ontem), Bragança, Porto e Lisboa. As três primeiras são já feudos social-democratas; Lisboa seria a cereja de um grande bolo autárquico: o PSD quer garantir a maioria de câmaras, juntas de freguesia, mandatos e votos. E ganhar a capital do país seria um bónus no atenuar da pesada derrota eleitoral nas legislativas.

"Santana Lopes já mostrou que tem muitas vidas e que pode ganhar eleições apesar das sondagens", recorda o coordenador autárquico do PSD, Castro Almeida. Ferreira Leite não faltará, por isso, à mobilização em torno do seu candidato.

José Sócrates já entrou com tudo nas autárquicas. Digeridos os resultados de dia 27 de Setembro, o futuro primeiro-ministro voltou a vestir o fato de secretário-geral do PS e, já no passado sábado, correu o país de norte a sul: deu um empurrãozinho a Marcos Perestrello em Oeiras - câmara que deverá cair tranquilamente nos braços de Isaltino Morais - , esteve na Trofa e em Matosinhos e acabou o dia no Porto. Num comício no Coliseu com Teixeira dos Santos, emprestou o seu peso político e apoio moral a Elisa Ferreira, a candidata socialista que joga um dos desafios políticos mais duros, frente a Rui Rio.

Ontem Sócrates esteve em Odivelas e amanhã estará no Algarve, para um périplo por vários municípios do distrito de Faro. A agenda dos dias seguintes ainda não está fechada.

O coordenador autárquico do PS, Miranda Calha, assume o "cansaço natural" que esta sucessão de iniciativas pode causar no secretário-geral do partido, depois da luta nas legislativas. Mas garante que o partido está mobilizado para o objectivo de "alcançar o melhor resultado possível em cada um dos 308 municípios". "Sente-se um dinamismo forte nas iniciativas locais e há uma grande dedicação de todos neste causa", resume. E Sócrates não é excepção.

Imune ao cansaço parece estar Paulo Portas, que depois de ter elevado o CDS ao estatuto de terceira maior força política portuguesa nas legislativas de 27 de Setembro, se prepara para dar a volta ao país em cinco dias: hoje estará nas Caldas da Rainha, Leiria, Alcobaça, Porto, Trofa e Paredes; amanhã nos Açores; quarta-feira em Arouca e São João da Madeira; quinta-feira em Lisboa, Setúbal, Almada e Portimão; e sexta-feira em Cernache, Tomar, Santarém, Guimarães, Mirandela e Mondim de Basto. O partido preside sozinho a apenas uma câmara municipal, em Ponte de Lima, e divide com o PSD a liderança de outros vinte municípios. O objectivo de aumentar a sua influência autárquica não é escondido pelos dirigentes centristas e fica bem visível neste esforço de campanha do seu líder.

Apesar de ter maior implantação autárquica - com 32 câmaras sob sua alçada -, o líder da CDU, Jerónimo de Sousa, também promete não descansar esta semana. Évora, Leiria, Santarém, Lisboa e Setúbal são os distritos onde o líder comunista estará presente em acções de campanha autárquica. Distritos onde a CDU já tem câmaras e onde assume o objectivo de "pelo menos manter e consolidar os mandatos que já tem", explica o coordenador de campanha, Jorge Cordeiro.

No BE, Francisco Louçã vai repartir a sua semana de campanha por Torres Novas, Sintra, Queluz, Lisboa, Nazaré, Coimbra, Braga, Famalicão, Porto, Faro, Setúbal e Lisboa. Concelhos onde o BE acredita ser "perfeitamente exequível" eleger mais vereadores, diz o coordenador autárquico Pedro Soares.


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