Google Wave
por Ana Rita Guerra, Publicado em 30 de Setembro de 2009
A google tem um efeito semelhante ao Benfica de Mário Wilson: em tudo o que lança, arrisca-se a ser campeã. Talvez tenha andado na mesma escola que os executivos da Apple ou então é o facto de ainda ser uma empresa muito jovem e com uma capacidade fora do normal de antever e entender o mercado. Seja o que for, a verdade é que a nova plataforma Google Wave, que abre hoje para teste a 100 mil sortudos convidados pela empresa, é um dos produtos mais esperados do ano. A ambição não podia ser maior: a Google quer substituir o mail e o instant messaging com esta plataforma, uma espécie de portal partilhado onde os utilizadores trocam mensagens, editam documentos, adicionam pequenas aplicações (por exemplo, um ticker de bolsas) e jogam videojogos. Entre outras coisas. Mas é possível convencer os milhões de utilizadores de correio electrónico e messenger a mudar para um novo serviço "tudo em um"? Tudo é possível com a Google, embora a fasquia pareça ter sido elevada ao exagero para criar esta expectativa brutal em torno do serviço. O conceito de colaboração não é novo, mas é a primeira vez que se juntam tantas coisas numa plataforma concebida de raiz. O mais notável é a ideia de que tanto o email como o messenger são formas de comunicação velhas, que imitam os meios tradicionais. Nada apelativas, portanto, para a geração mais jovem, que cresceu a enviar mensagens de telemóvel como antes se enviavam cartas pelo correio. A partir de hoje podemos começar a perceber se vem aí ou não uma nova era na comunicação digital. Mas o sucesso do Google Wave vai depender muito da adesão de terceiros, programadores e empresas que o tornem realmente uma experiência diferente.
rita.guerra@ionline.pt
Tem mais informações sobre esta notícia?
Conte a sua história. Seja um iRepórter.
Actividade em ionline