O BE defendeu hoje que o Presidente da República devia ter-se pronunciado mais cedo sobre o alegado caso das escutas em Belém, considerando que a declaração de Cavaco Silva foi “ambígua” e é “lamentável no actual período político”.
Falando aos jornalistas no Parlamento após a declaração do chefe de Estado ao país, o líder parlamentar do BE, Luís Fazenda, defendeu também que “se o Presidente da República tinha apreensões em relação à segurança do seu sistema informático não se compreende porque é que mais cedo não tomou as devidas medidas junto das autoridades competentes”.
Fazenda afirmou que “esta querela entre instituições que hoje tem aqui um ponto de agravamento é totalmente artificial ao país” e que Portugal “procura soluções e políticas que o possam tirar da crise e não factores de agravamento entre a Presidência da República e o Governo acerca de suspeições”.
“Se o Presidente da República pretendeu fazer um desmentido em relação às notícias que atribuíam a Belém a origem de notícias das acerca das escutas não se percebe porque é que não o fez antes, devia tê-lo feito e não deixado o país em suspenso durante uma campanha eleitoral, mas de qualquer modo faz um desmentido com uma enorme ambiguidade”, acrescentou.
“Esta intervenção do PR, pela nebulosa que deixa, é deveras lamentável no actual período político e no início de uma outra campanha eleitoral”, concluiu Luís Fazenda.
O Presidente da República acusou hoje "destacados personalidades do partido do Governo" de manipulação e de tentarem colar o presidente ao PSD com o objectivo de desviar as atenções, mas garantiu que não se deixa condicionar nem cede a pressões.
O chefe de Estado revelou ainda que esteve durante o dia de hoje reunido com “entidades” ligadas à “área da segurança” e que concluiu que o sistema informático da Presidência apresenta algumas vulnerabilidades, tendo requisitado medidas no sentido de “reduzir os riscos” de eventuais acessos não autorizados.




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