Fátima Hssisni, chamada a testemunhar no julgamento contra nove jihadistas suicidas, recusou-se hoje a despir a burka que levava vestida para fazer as declarações perante o juíz Javier Gómez Bermúdez.
Na audiência, a mulher apareceu totalmente coberta com um fato verde, com as mãos tapadas com umas luvas pretas e coberta com uma burka, o tradicional véu cujo uso é imposto por alguns países islâmicos às mulheres.
No julgamento, o juíz disse-lhe para não se preocupar, já que "no Ocidente as leis civis sobrepõem-se às religiosas", alertando-a de que seria obrigado a acusá-la de desobediência se não tirasse a burka. Isto porque, segundo a lei, quando uma pessoa se apresenta em tribunal deve ser identificável, o que implica mostrar a cara.
O julgamento foi adiado até segunda-feira, sendo que o juíz teve uma reunião privada com Fátima e os advogados, onde a mulher aceitou testemunhar da próxima vez, com a cara descoberta das sobrancelhas ao queixo.
Fátima é irmã de Hassan Hssisni, um dos nove suicidas islâmicos ligados ao ataque terrorista que aconteceu em Faluya, no Iraque, a 22 de Janeiro de 2005.




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