Futebol com Todos por Alexandre Pereira

Há desporto além do futebol e vida para lá do desporto. Cabe quase tudo aqui.
iBlogues
Imagine-se a posição do arbitro!

Penálti de Leiria: a prova de que a tecnologia não resolve

por Alexandre Pereira, Publicado em 21 de Setembro de 2009   
Após exaustivas e repetidas análises à entrada de Tall sobre Aimar, as opiniões continuam a dividir-se. Mas será possível de outra forma?
Opções
a- / a+

Manuel Fernandes, treinador do União de Leiria, acha que não foi penálti. Jorge Jesus, treinador do Benfica, acha que foi. Óbvio – e idem aspas para os adeptos das duas equipas (na verdade para os do Benfica e os outros). Ambos os técnicos falaram depois de ver o lance na TV.

Vamos aos jornais da especialidade: "A Bola" e "Record" admitem o espaço da dúvida, mas são categóricos – foi penálti. "O Jogo" deixa a análise para os três ex-árbitros que formam o seu habitual painel de comentadores. Jorge Coroado e Rosa Santos dizem que não foi penálti, António Rola afirma que sim. Todos, claro, viram as imagens televisivas. E muito mais vezes que os treinadores, pelo menos até domingo à noite, altura em que as opiniões foram emitidas.

Imagine-se agora, por momentos, a posição de Jorge Sousa, o árbitro que teve de decidir sem repetições. Decidiu, num segundo, porque se convenceu de ter havido uma falta merecedora de grande penalidade.

De que serviriam, neste caso, os apregoados como necessários meios tecnológicos de apoio às decisões do árbitro? De pouco ou nada, evidentemente. Jorge Sousa, provavelmente, manteria a sua opinião, os treinadores, os jornalistas, os adeptos e os ex-árbitros também.

Há, no futebol, discussões quase intrínsecas. Se até na lei do fora-de-jogo, que apesar de complicada é objectiva, duas pessoas conseguem discordar vendo TV, como resolver as diferenças de visão em penáltis, agressões, mãos na bola e bolas na mão? Resposta: de nenhuma forma. Deixando ao critério subjectivo de um árbitro pago para decidir e fazendo, depois, o esforço civilizacional possível por aceitar as decisões dele.

Meios tecnológicos? Sim – um chip que garanta infalivelmente se uma bola passou ou não o risco de baliza e recurso a imagens para punir agressões não vistas pela equipa de aribtragem. O resto é irrisório: gasta-se muito dinheiro, uma imensidão de tempo (para interrupções já bastam as normais) e passaríamos a vida a discutir na mesma.



Qual a sua reacção:
Tem mais informações sobre esta notícia?
Conte a sua história. Seja um iRepórter.

Notícia relacionada

Close