Pais do Amaral à conquista do Brasil com a editora Leya

por Mónica Freilão, Publicado em 11 de Setembro de 2009   
Após uma tentativa falhada para adquirir uma empresa local, o empresário decidiu avançar na mesma
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Miguel Pais do Amaral é o senhor que se segue no Brasil. Apostado em expandir o negócio das editoras - no qual, através de aquisições, já detém o maior grupo editorial nacional, a Leya -, o empresário não ficou indiferente às oportunidades daquele país e hoje assinala a entrada na terra de Lula da Silva.

A economia brasileira vai dando sinais positivos, havendo a expectativa de que 2010 seja o ano de viragem para retomar a vaga de crescimento, segundo o governo. Também neste segmento de actividade a probabilidade de sucesso é grande: o nível de educação da população tem vindo a aumentar assim como o poder de compra entre as classes mais baixas.

Assim, mesmo tendo falhado o seu objectivo inicial de adquirir uma editora brasileira - idêntico à estratégia que tinha seguido em Portugal -, Miguel Pais do Amaral não desistiu. A revista brasileira "Veja" até chama a esta entrada "uma largada modesta", inclusive porque os estrangeiros têm sido mais bem sucedidos neste negócio quando se associam a empresas locais. Ciente disso, o empresário português pôs o seu administrador-executivo, Isaías Gomes Teixeira, a negociar a compra da Nova Fronteira, do grupo Ediouro, em 2008.

De acordo com a "Veja", os dois grupos terão mesmo chegado a assinar uma intenção de compra, que ficou sem efeito depois de a Leya ter analisado as contas da empresa e concluído que o montante em causa para a sua aquisição não era compensador.

Certo é que o ex-dono da Media Capital vai hoje assinalar a entrada no Brasil por conta própria com uma festa no Consulado de Portugal, no Rio de Janeiro. A revista brasileira diz que o empresário e o seu administrador-executivo têm um projecto claro e ambicioso: montar uma editora que seja referência internacional para a literatura de língua portuguesa. Nesse plano, o Brasil é uma etapa incontornável. "Não temos ilusão de ocupar uma posição expressiva no mercado brasileiro de imediato. Mas também não temos pressa", disse Gomes Teixeira à revista. O grupo espera lançar no Brasil 20 títulos até ao final do ano - o primeiro, já no próximo mês, será "O Rastro do Jaguar", um romance de Murilo Carvalho.

O i tentou contactar Miguel Pais do Amaral, mas até ao fecho da edição não foi possível.



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