Pilotos da TAP avançam com greve e arrasam Fernando Pinto

Publicado em 09 de Setembro de 2009   
Pilotos exigem 11% de aumento, o que custa à TAP 11,5 milhões de euros por ano
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Os pilotos da TAP decidiram avançar com uma greve a 24 e 25 de Setembro. O impasse nas negociações da revisão do Acordo de Empresa e o "descontentamento" da classe são as razões apontadas pelo sindicato dos pilotos (SPAC).

Em comunicado, os pilotos atacam, ponto por ponto, a gestão da TAP [ver caixa], lançando duríssimas críticas à sua administração. O CEO da companhia, Fernando Pinto, tentou anteontem demover os pilotos, devido à situação da transportadora, sem sucesso. Numa carta enviada aos pilotos, a que o i teve acesso, o gestor apontou ser inaceitável "que nesta fase muito crítica" se ache oportuno "pedir um agravamento de encargos", lembrando que apenas "a 3 de Setembro" recebeu do SPAC "uma proposta de revisão salarial". Segundo Pinto, "o efeito global das propostas apresentadas seria um aumento de 11% do conjunto das remunerações", algo que teria um impacto de 11,5 milhões de euros nas contas da transportadora. Os pilotos desta companhia aérea receberam, entre Janeiro e Julho deste ano, uma média de 8300 euros mensais brutos, segundo soube o i. A TAP chegou a apresentar uma contraproposta ao sindicato, onde pede um período de espera até ao último trimestre do ano "para se proceder a uma avaliação objectiva" e mesmo à eventual partilha de resultados. Porém, os pilotos já não acreditam em prémios. "Em 2008, [Fernando Pinto] decide distribuir um prémio pelos trabalhadores da TAP o qual não contemplou os pilotos", lembra o sindicato.

Os pilotos estão, portanto, insensíveis aos apelos de Pinto, o gestor que culpam pelo estado financeiro da TAP. Sem pilotos, a companhia é obrigada a cancelar voos ou a alugar aviões, algo que teria um custo diário de cinco milhões de euros. Contactada, a TAP não quis fazer comentários.



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