O presidente do Instituto Francisco Sá Carneiro, Alexandre Relvas, recusou-se hoje a entrar em "polémicas políticas" a propósito de alegadas pressões de que teria sido alvo por parte de "pessoas próximas do primeiro-ministro", José Sócrates.
"Separo em absoluto a minha vida profissional da vida política. Não entro, em nenhumas circunstâncias, em polémicas políticas que envolvam a minha vida profissional. O que tenho a dizer publicamente sobre a minha vida profissional ou sobre a minha vida política digo-o eu", disse Alexandre Relvas, numa declaração à Agência Lusa, sem direito a perguntas.
Na sua edição de hoje, sob o título "gabinete de Sócrates acusado de ameaçar gestor do PSD", o Jornal de Negócios cita declarações do advogado Jorge Bleck, que afirma: "houve por parte do gabinete do primeiro-ministro abordagens junto de pessoas próximas do dr. Alexandre Relvas para que medisse com cuidado aquilo que iria dizer como presidente do instituto [Sá Carneiro]".
Ainda de acordo com o advogado, "essas pessoas próximas do primeiro-ministro disseram-lhe que convinha ser moderado" lembrando a ligação da empresa Logoplaste - de que Alexandre Relvas é presidente executivo - à REN (Redes Energéticas Nacionais).
Contactada pela Lusa, fonte do gabinete de José Sócrates desmentiu "categoricamente" a existência de pressões.
"Desmentimos categoricamente, é completamente falso, não passa de uma invenção, de um absurdo", disse a mesma fonte.
O Instituto Francisco Sá Carneiro é um centro de reflexão ligado ao PSD, que "visa contribuir para a consolidação de uma alternativa política, propondo novas respostas para os desafios que se colocam à sociedade portuguesa".




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