O consórcio liderado pelo grupo espanhol FCC apresentou o preço mais baixo para a construção e manutenção do troço Poceirão-Lisboa da linha de Alta Velocidade Lisboa-Madrid. Hoje na sede da RAVE, em Lisboa, foram abertas as propostas para este troço que inclui a terceira travessia do Tejo.
A Fomento Construcciones e Contratas (FCC), que está associada à Ramalho Rosa - Cobertar, Empregilo, Cimolai, Conduril - apresentou a única proposta com um preço inferior ao valor de referência fixado para o custo da construção e que era de 1.920 milhões de euros. Este concorrente propõe um preço de 1.870 milhões de euros para a construção e 10,7 milhões de euros por ano para a manutenção.
A segunda proposta mais baixa foi apresentada pelo consórcio liderado pela Mota-Engil, que coloca um preço base de 2.999 milhões de euros para a construção e um custo de 12,2 milhões de euros para a manutenção anual. Apresentam ainda uma segunda proposta alternativa, com preços ligeiramente inferiores.
Correu também o consórcio liderado pela Brisa e pela Soares da Costa. Propõe-se 2.310 milhões de euros para construção e 12,4 milhões como o valor médio anual para manutenção.
O júri do concurso deverá seleccionar até ao final do ano as duas propostas mais bem classificadas para passarem à fase de negociação. O factor mais importante para a selecção é o VAL (Valor Actualizado Líquido), que representa o investimento que cada concorrente pede ao Estado ao longo dos 40 anos de concessão.
A primeira parte da Lisboa-Madrid - Poceirão-Caia - encontra-se em fase final de negociação com os dois consórcios apurados - o liderado pela Mota Engil e o da Brisa e Soares da Costa.
O governo decidiu adiar a adjudicação deste troço para depois das eleições de legislativas.
A Alta Velocidade é contestada pelo PSD que quer reavaliar o projecto se chegar ao poder.




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