“Vão ficar completamente impressionados”, foi desta forma que Phillip Craig Garrido - acusado de raptar Jaycee Lee Dugard, em 1991, quando tinha 11 anos- tentou esclarecer o que se tinha passado.
“Foi uma coisa horrível que aconteceu comigo ao início. Mas, mudei a minha vida completamente, de forma a compreender o que se passou e é aí que temos de começar", revelou numa entrevista telefónica à KCRA 3.
O caso rebentou quando Garrido foi apanhado, esta terça-feira, com duas crianças, no momento em que tentava entrar na Universidade da Califórnia, em Berkeley, para distribuir panfletos religiosos.
A polícia considerou o seu comportamento com as crianças (com 11 e 15 e filhas Jaycee Lee Dugard) de suspeito e decidiu interrogá-lo, para determinar se estava em liberdade condicional. Pediram para se apresentar às autoridades no dia seguinte, quarta-feira, e Garrido apareceu com Dugard, com a sua mulher, Nancy Garrido de 55 anos, e a duas crianças que teve com refém.
Durante o interrogatório, Garrido admitiu, segundo a polícia, ter raptado a rapariga. Acusado de rapto, conspiração, violação da menor, Garrido diz na entrevista que “as pessoas vão descobrir a surpreendente história através da testemunha, a vítima”. “Se derem um passo de cada vez, vão cair para o lado no fim, vão descobrir o coração mais bondoso – é uma história comovente”, explica.
As pessoas que conhecem o raptor dizem que ele se foi tornando cada vez mais fanático com a religião, o que por vezes o fazia ter comportamentos estranhos, como por exemplo, começar a cantar sem motivo ou garantir que Deus tinha falado com ele através de uma caixa.




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