Saúde

Alimentação: cientistas descobrem que a fruta é mais benéfica do que se julgava

Publicado em 28 de Agosto de 2009   
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Uma equipa internacional de cientistas descobriu que o conteúdo da fruta em substâncias polifenóis tem sido subestimado, o que a torna ainda mais benéfica para a saúde.

Ao analisarem maçãs, pêssegos e nectarinas, os investigadores espanhóis constataram que o seu conteúdo não extraível em polifenóis é até cinco vezes superior aos compostos extraíveis, indica um estudo publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry.

"Se os polifenóis não extraíveis não forem considerados, os níveis de polifenóis benéficos como as proantocianidinas, o ácido elágico e a catechina são substancialmente subestimados", acrescenta.

Segundo Paul Kroon, do Instituto para a Investigação Alimentar de Norwich (Reino Unido), onde o trabalho foi realizado, "estes compostos são fermentados por bactérias no cólon, criando metabolitos que podem ser benéficos, por exemplo com actividade antioxidante".

Este grupo de investigação, dirigido por Fulgencio Saura-Calixto - do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) de Espanha -, tem vindo a trabalhar para mostrar que os polifenóis não extraíveis, que escapam muitas vezes às análises e não são considerados normalmente nos estudos nutricionais, são uma parte importante dos compostos bioactivos da dieta.

Os polifenóis da fruta actuam no organismo como agentes antioxidantes, antivirais, bactericidas e anti-enzimáticos que protegem contra doenças.

 



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