A UNESCO elaborou um guia de recomendações destinado a educadores que pretende melhorar a educação sexual dos mais jovens, na sua opinião, "inadequada" em muitas regiões do mundo, informou hoje a organização.
A sida, as doenças de transmissão sexual, as gravidezes não desejadas, a exploração sexual e os abusos constituem os principais perigos para os jovens na actualidade mas o que é preciso é mais informação, assinala um comunicado da organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Baseada em 87 estudos realizados em países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento, o guia, elaborado pela UNESCO em colaboração com o Fundo da ONU para a População (UNFPA) e outras instituições, tem a assinatura do investigador Douglas Kirby e da directora de Educação do Conselho de Educação e Informação Sexual dos Estados Unidos, Nanette Ecker.
Intitulado "Princípios Internacionais sobre Educação Sexual", o documento inclui directivas, de carácter voluntário, que procuram uma educação eficaz sobre sexualidade, relações pessoais, sida e as doenças de transmissão sexual.
"Se o objectivo é reduzir os comportamentos sexuais de risco, então os programas precisam de focalizar-se e incluir recomendações concretas", vincou Kirby.
As recomendações elaboradas "podem e devem ser adaptadas na sua aplicação" a cada uma das diferentes culturas.
Segundo o documento, uma educação sexual eficaz é um elemento importante para a prevenção do HIV e para consciencializar desde muito cedo os mais novos para as consequências deste problema que afecta cinco milhões de jovens em todo o mundo, de acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Os objectivos pedagógicos do relatório distribuem-se por seis grandes temas: as relações pessoais, os valores, atitudes e as qualidades, a cultura, sociedade e legislação, o desenvolvimento humano, os comportamentos sexuais e a saúde sexual e reprodutiva.
Por seu lado, estabeleceram-se quatro categorias em função da idade: dos 5 aos 8 anos, dos 9 aos 12, dos 12 aos 15 e mais de 15.
"As matemáticas e as ciências são consideradas como conhecimentos úteis que os jovens têm de possuir, assinalou a co-autora do relatório, Nanette Ecker, sublinhando que "a educação sexual deve ser valorizada da mesma maneira".
Estes princípios internacionais serão apresentados na Conferência Internacional sobre Educação Sexual e Relações Pessoais que se realiza no Reino Unido em Setembro e lançados oficialmente na sede das Nações Unidas de Nova Iorque no final de Outubro.




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