NACIONAL: Notável proeza ao ultrapassar o Zenit no play off da Liga Europa. Talvez precisemos de uns dias para assimilar bem o significado do feito. Pena que o presidente do clube esconda o bom trabalho de Manuel Machado e dos jogadores por causa de guerras financeiras sem sentido com as televisões.
SPORTING: Já se lhe viram piores noites este ano. Noutros anos já se viram bem melhores. Os jogadores são os mesmos, portanto a explicação dos empates e das derrotas só pode estar na má forma de elementos-chave. Começou com sete jogadores da Academia e acabou com oito. Não se pode ter tudo na vida. Transformar em “contestação” os insultos de duas pessoas, entre dez ou quinze que estavam no aeroporto quando a equipa chegou a Lisboa, é no mínimo um exagero. No máximo é manipulação.
BENFICA: Tal como o Sporting, está na competição europeia que mais se lhe adequa. Falar em vitória na Liga Europa, para qualquer um dos dois, é no mínimo um atrevimento. No máximo é demagogia. Claro que não há impossíveis em futebol, mas à Liga Europa vão chegar os terceiros classificados da fase de grupos da Champions. E as atenções do Benfica, por razões óbvias, estarão no campeonato nacional. Mas não há impossíveis no futebol – já tinha dito isto hoje?
FC PORTO: Não foi a equipa do pote 2 do sorteio da Champions mais bafejada pela sorte. Há segundas linhas noutros grupos bem mais acessíveis. Também não foi açoitada pelo infortúnio. Escapou a Milan, Barcelona, Bayern e Manchester United. Tem o Chelsea, sim. Mas no futebol não há impossíveis, sobretudo para o FC Porto. Portanto, pensar no primeiro lugar é no mínimo realista. No máximo é exigível. O Atlético Madrid? Caiu às mãos do dragão há meses, porque não há-de cair outra vez?
SELECÇÃO: Nuno Gomes voltou. Não é coerente, mas em alturas de aperto a coerência nem sempre é o que mais conta. No caso de Queiroz, aliás, conta muito poucas vezes no que respeita a escolhas de jogadores. Liedson chamado. Mesmo a jogar bastante mal. Podia Queiroz não o fazer, depois da naturalização dele? Talvez não. E nunca se sabe quando o Levezinho regressa à normalidade. Ponto positivo: estive ontem num programa de TV e o tema veio a lume. Nem uma frase sobre o facto de ser um ex-não português. No mínimo é bom senso. No máximo um sinal de evolução de mentalidades.




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