Telecomunicações
Telemóveis de quarta geração. A verdadeira revolução está a chegar
Publicado em 27 de Agosto de 2009
Os telemóveis vão ter internet a mais de 100 megas de velocidade. E a migração fixo-móvel vai voltar a ser uma expressão da moda
A norte-americana Verizon iniciou os testes à quarta geração (4G) móvel na última semana. Em Junho, a Ericsson e a TeliaSonera apresentaram a primeira antena de uma rede 4G. O desenvolvimento tecnológico da quarta geração está a avançar a um ritmo alucinante e irá revolucionar (ainda mais) a relação entre utilizadores e telemóveis. Até 2014 são esperadas 100 milhões de ligações à banda larga móvel nesta tecnologia.
A Optimus estima que a adopção generalizada destas redes arranque até ao final de 2010. Senhoras e senhores, agora vamos falar de uma nova revolução.
A quarta geração móvel, mais referida como LTE, Long Term Evolution, vai dar aos telemóveis e às placas de banda larga móvel uma velocidade mínima de 100 megas no acesso à internet - a Ericsson já conseguiu um pico de 160 megas - e de 25 megas nos uploads, tornando o período de latência - aqueles segundos que demora a abrir uma página - quase imperceptível para o consumidor (já que com uma rede 100% em IP não haverá necessidade de traduzir os protocolos, como ocorre hoje em dia).
Jogos online no telemóvel, serviços em tempo real, streaming constante com boa definição, acesso a televisão e telefonemas por via IP: tudo será possível através do telemóvel. E se a internet fixa já sofre com as velocidades da internet móvel - em Portugal há 1,45 milhões de utilizadores activos de banda larga móvel e 1,75 milhões de ligações fixas -, o que ocorrerá quando as restrições de velocidade deixarem de existir? Novo pesadelo para as operadoras, que enfrentarão outro capítulo da migração fixo-móvel.
"A maturidade das redes e disponibilidade de terminais terá início em finais de 2009, e por isso acreditamos que a adopção generalizada do LTE a nível europeu não deverá ter início antes de meados/final de 2010. Neste contexto, estamos a desenvolver projectos de rede piloto, com o objectivo de validar e avaliar a real capacidade e desafios da tecnologia", salientou ao i fonte oficial da Optimus. A operadora móvel da Sonaecom está a acompanhar, com a sua parceira tecnológica francesa Orange, "o desenvolvimento do 4G" com os seus "actuais fornecedores de infra-estruturas" - como Universidades e outros organismos de investigação e desenvolvimento - "de forma a fazer avaliações técnicas e financeiras".
Também a Vodafone Portugal beneficia da presença num grande grupo de telecomunicações. A gigante Vodafone tem vindo a testar as redes LTE com a Huwaei, tendo a subsidiária alemã do grupo britânico iniciado os primeiros testes já este mês. Para Portugal a Vodafone não faz estimativas sobre o aparecimento desta rede, mas as previsões do grupo falam em velocidades na internet móvel superiores a 400 megas: "Têm sido realizados vários testes com os operadores Vodafone, que servem para todas as empresas do grupo", sublinhou fonte oficial ao i.
A TMN, apesar de não fazer qualquer estimativa e de não pertencer ou ter qualquer acordo de parceria tecnológica com outras operadoras, referiu ao i que "tem acompanhado as evoluções" ao nível do 4G, já que, diz, "será prioridade disponibilizar em cada momento uma oferta tecnologicamente avançada e inovadora". Sublinha, porém, que "serão ainda prematuras quaisquer considerações mais específicas sobre a chegada dessa tecnologia a Portugal".
Apesar das reticências sobre as datas específicas para a chegada do 4G ao consumidor, certo é que a sueca TeliaSonera já assumiu o desafio: vai lançar comercialmente o 4G em Estocolmo e em Oslo no próximo ano. A revolução já começou e é imparável.
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