A baía de São Martinho do Porto, em forma de concha, lembra a praia de San Sebástian - mas com um típico toque de estância balnear portuguesa: uma rua a que chamam Rua dos Cafés, originalmente Rua Vasco da Gama, famílias que desde sempre ocupam as mesmas barracas de praia às riscas, um parque de campismo na marginal e balneários de praia como já não existem.
No areal, que se estende por três quilómetros até à gigante duna de Salir, descansam gaivotas de praia do século passado, que já foram pintadas dezenas de vezes, e outras amarelas, mais recentes, mas menos requisitadas. À direita da praia outros tantos barcos à vela esperam um passeio nas águas mais calmas do Oeste, sem uma única onda.
Vários miúdos brincam na areia escura, onde se acumulam cadáveres de caranguejos e restos da caça matinal à amêijoa e ao mexilhão. O mar confunde-se com uma piscina, o que é raro no Atlântico, mas isso tem uma explicação: S. Martinho é o último vestígio do golfo que se estendia até Alfeizeirão, uma terra a poucos quilómetros. Mesmo assim ainda se pode respirar um pedaço do oceano em S. Martinho. Depois do Clube Náutico, na extremidade direita da baía, existe um túnel escuro e húmido que nem todos conhecem e acaba no mar revolto. É nessas rochas que muitos pescadores se refugiam.
"A praia de S. Martinho é a mais linda que já vi, meninas de minissaia, outras de biquini", brinca um homem de 74 anos, sentado no muro da praia.
O bom: os miúdos podem brincar à vontade, o mar não é perigoso. Praia boa para desportos náuticos.
O mau: praia muito concorrida.




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