Quando pensa em Birkenstock qual é a primeira coisa que imagina? Turistas alemães de sandálias e meias? É normal, foi assim durante muitos anos. A verdade é que, por serem desenhadas a pensar na anatomia do pé, são as eleitas para as longas caminhadas típicas do turismo. Mas isso era antes. Hoje ter umas Birkenstock é estar na moda. Não um modelo qualquer, bem entendido. É preciso saber escolher a sandália e a cor para estar em voga. Diz Rita Búzio, dona da loja Birkomania, no centro comercial Atrium Saldanha, que o modelo Gizeh (sandália rasa de meter o dedo) de cor prateada, é o mais vendido. Só em Junho venderam "mais de 300 pares deste modelo." "Em Junho, Julho e Agosto foram vendidos, só nesta loja, 2300 pares de sandálias."
História. Tudo começou há 235 anos. Em 1774 Johann Birkenstock instalou-se como sapateiro em Vettelschoss, na Alemanha. O negócio foi correndo, sem precalços, sempre nas mãos da família. Porém, em 1902, o neto do fundador, Konrad, teve uma ideia que iria revolucionar a empresa: uma palmilha curvilínea, à semelhança das próprias curvas do pé, numa sola de cortiça. Estava dado o mote para o sucesso das Birkenstock. Hoje, 235 anos depois, a marca está em todo o mundo e a exportação chega a lugares tão distantes como o arquipélago das Fiji, na Oceania. Só na Alemanha existem mais de 500 representantes da marca. Já em Portugal, as coisas são diferentes. Apesar do crescente sucesso das sandálias, existe apenas um distribuidor da empresa, a Step In, que comercializa os vários modelos e as seis sub-marcas da Birkenstock, pelos cem clientes espalhados pelo país.
Com a fama nos pés. Como forma de tornar as sandálias dos turistas mais apelativas ao público em geral, a Birkenstock tem convidado vários famosos a contribuirem com ideias para a criação de novos padrões e cores para os modelos já existentes. Heidi Klum, a modelo alemã, é uma delas. Com três colecções assinadas, Heidi dá a cara (e o corpo) ao manifesto e promove o calçado dos seus conterrâneos. Mas não é a única. Whoopi Goldberg, Cindy Crawford, Robin Williams, ou Tico Torres, dos Bon Jovi, são nomes que deram à Birkenstock um lugar nos pés dos famosos. Com brilhantes, padrões alternativos (Heidi criou umas socas cujo padrão é a letra da canção "Kiss from a Rose", do marido, o cantor Seal) e muitas cores, as Birkenstock ultrapassaram todos os preconceitos e passaram de patinho feio a cisne. Longe vão os tempos em que ter umas sandálias desta marca era sinónimo de problemas ortopédicos ou falta de gosto. Há socas, sandálias, chinelos, ténis e sapatos para todas as idades e ambos os sexos.
Drew Barrimore, Juliane Moore, Naomi Watts, as gémeas Olsen foram fotografadas com Birkenstock nos pés. Por cá, a série "Morangos com Açúcar" rendeu-se à marca e durante três anos a loja Birkomania patrocinou a novela.
Pés ilustres. “Sou um pioneiro das Birkenstock. Uso há dez anos, desde o chinelo de meter o dedo até à bela da soca. Ando sempre com eles, da Primavera ao Outono.” Quem diz é José Pedro Vasconcelos, mas não é o único. Maria Rueff, que tem quatro pares desta marca, adora “o absoluto conforto, e o facto de serem ergonómicos. Não há coisa melhor”. Rita Seguro, não dispensa os seis pares de Birkenstock e Elsa Raposo também não: “São superconfortáveis e o contacto do corpo com a matéria orgânica, da qual as Birkenstock são feitas, é muito mais agradável do que com borracha ou plástico.”




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