Duas seringas encontradas no contentor do lixo do hospital de Santa Maria estão a intrigar os investigadores do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP), onde correm os trabalhos para averiguar a responsabilidade criminal no caso dos seis doentes do Hospital de Santa Maria, que sofreram uma infecção grave após uma intervenção oftalmológica.
Segundo o "Sol", estas duas seringas foram recolhidas três dias depois do tratamento que levou à cegueira parcial dos doentes mas apresentavam uma rotulagem diferente do habitual - tinham um rótulo de Avastin em vez do código de barras ou número do lote - e estavam na parte de cima do contentor, quando em princípio foram colocadas no lixo três dias antes.
O Jornal de Notícias avança que o eventual uso de uma resina tóxica, designada por "cavalinha", também está a ser investigado. A suspeita surgiu depois de um telefonema anónimo. Uma troca de substâncias, considerada de "elevado risco" por um relatório do Infarmed, continua por isso em cima da mesa.
Manuel Barbosa, director clínico do Hospital de Santa Maria, disse hoje à TSF que "ninguém sabe o que aconteceu" e que as explicações continuam todas em aberto.




Rating: 0.0
Actividade em ionline