Um estudo que levou quatro ano a ser realizado, desenvolvido pelo Memorial do Muro de Berlim e pelo Centro de Pesquisa Histórica de Potsdam, revela os primeiros dados detalhados sobre as pessoas mortas ao tentar atravessar o muro que dividia a cidade.
Pelo menos 136 pessoas foram mortas no muro (apenas dentro de Berlim) entre 1961 e 1989, informaram os investigadores.
O ministro da Cultura alemão, Bernd Neumann, disse que é importante que os jovens se lembrem da brutalidade do passado, especialmente no ano em que os alemães celebram o 20º aniversário da queda do muro. "É muito importante explicar como ele era de facto e salientar as consequências desumanas", afirmou.
Das 136 vítimas cujas biografias foram publicadas agora no livro "As vítimas no Muro 1961-1989", a maior parte eram homens jovens entre os 16 e os 30 anos. Nove crianças, oito mulheres, oito guardas de fronteira da Alemanha Oriental e alguns alemães ocidentais também morreram ao tentar atravessar o muro.
Apesar de não haver números oficiais sobre as pessoas que morreram ao longo de todo o muro que atravessa o país, a imprensa estima o total em 1347.




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