Portugal pode prever antecipadamente em "duas ou três semanas" uma maior actividade epidémica da gripe A (H1N1), reafirmou hoje o director-geral de Saúde, Francisco George, à margem da inauguração do Centro de Estudos de Vectores e Doenças Infecciosas.
"Não estamos perante um fenómeno inesperado, pelo contrário. Estamos atentos, não sabemos exactamente quando teremos maior actividade epidémica, o que sabemos é que podemos antecipar essa maior actividade epidémica com duas três semanas de antecedência", disse Francisco George aos jornalistas nas instalações do novo Centro Doutor Francisco Cambournac (CEVDI), em Águas de Moura, Palmela.
Francisco George já tinha afirmado quarta-feira, em declarações à Agência Lusa, que as autoridades portuguesas de saúde podem prever a "fase epidémica" da gripe A H1N1 com uma antecedência de "duas/três semanas", lembrando que nem o início do pico da gripe sazonal é possível antecipar.
Além do Centro, foram igualmente inauguradas as instalações do Pólo de Águas de Moura do Museu da Saúde, com vista a preservar e expor o património histórico do Ministério da Saúde, o que mereceu o regozijo do secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro.
Questionado pelos jornalistas se Portugal está agora mais bem preparado para combater uma epidemia de gripe A, o governante considerou que o país já estava completamente preparado para fazer o diagnóstico da doença.
"Já estávamos, antes deste laboratório, completamente preparados para fazer o diagnóstico da gripe A (H1N1) como se demonstrou ao longo dos últimos meses, porque a estrutura laboratorial que montámos foi sempre a estrutura adequada às necessidades do país em cada momento", disse.
A propósito da realização de análises e diagnósticos laboratoriais, o presidente do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), José Pereira Miguel, também presente, enalteceu o papel do novo Centro hoje inaugurado, mas ressalvou as parcerias já existentes com "laboratórios associados".
Apesar de não se prever que "se continue a fazer indefinidamente diagnóstico laboratorial, achamos que há necessidade de o país ter outros laboratórios também para fazerem esse diagnóstico e existem neste momento, por idicação da senhora ministra da Saúde, Ana Jorge, laboratórios associados ao INSA que fazem já esse disagnóstico laboratorial".
"Portanto, o INSA pode ainda crescer na sua capacidade de resposta", considerou.
O CEVDI é parte integrante do Departamento de Doenças Infecciosas do INSA e as suas instalações situam-se em Águas de Moura, no mesmo local onde existiu o Instituto de Malariologia, continuando assim a tradição em Águas de Moura e o estudo de doenças de transmissão vectorial com impacto em saúde pública.
Instalado num edifício construído expressamente para o efeito, o Centro está dotado de laboratórios de alta tecnologia, que suportam actividades com contributo reconhecido para a promoção da saúde e prevenção da doença, nas vertentes de diagnóstico, investigação científica e vigilância epidemiológica.
O Centro representa um investimento de três milhões de euros, sendo metade desse montante oriundo da União Europeia.




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