Tenenbaum, parte II
por Ana Rita Guerra, Publicado em 06 de Agosto de 2009
O estudante de Boston Joel Tenenbaum deve oficialmente 675 mil dólares por ter partilhado ilegalmente 30 músicas (apesar de ele ter confessado que carregou e descarregou centenas de faixas). Ainda por cima, deve-o às grandes discográficas, para quem esse montante deve servir apenas para a manutenção das máquinas de café. Para Tenenbaum é uma sentença de bancarrota vitalícia. É justo ou injusto? Tendo em conta que o cenário máximo era de 4,5 milhões de dólares, Tenenbaum até parece sortudo. Ainda virão os recursos e talvez a multa baixe um pouco. Mas não deixa de ser um acontecimento que para sempre altera o rumo da sua vida. Apesar de "lixado" por muitos anos, Tenenbaum continua a defender que a arte é para ser partilhada – e é aqui que eu discordo frontalmente. A arte é para ser partilhada se o autor ou detentor dos direitos assim o quiser. Não consigo entender esta corrente de opinião que acha que tem direito sobre as coisas, sejam elas filmes, livros, músicas ou o que for, só porque a tecnologia o permite e a lei não o consegue evitar. Honestamente que não entendo, e não vale a pena virem-me com artigos de piratas convictos que basicamente não querem pagar e ponto final. Eu defendo que a lei tem de ser mudada, adaptada às novas formas de distribuição de cultura. Agora, livre caminho para a desbunda dos downloads? Não é justo.
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Artigo: Tenenbaum, parte II
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