O realizador norte-americano vai adaptar a peça de teatro "Harvey", que chegou pela primeira vez ao cinema em 1950 protagonizada por James Stewart
O nome não é o único facto invulgar na vida de Elwood P. Dowd. Este personagem excêntrico tem como grande amigo um coelho imaginário de 1,95m, Harvey.
Na década de 40, a peça de teatro valeu o Prémio Pulitzer a Mary Chase. Em 1950, foi adaptada ao cinema por Henry Koster, com James Stewart no papel principal (Dowd). Agora é Spielberg que anuncia que vai levá-la ao grande ecrã, anunciou domingo a
Variety.
A notícia desencadeou reacções imediatas na Internet, como comenta a revista especializada em cinema
Empire. Houve quem sugerisse que Spielberg ia gastar 100 milhões de dólares a tentar mostrar o coelho, outros disseram que o roedor ia acabar por se revelar "um extraterrestre. Do futuro". Um terceiro grupo apressou-se a sentenciar que o norte-americano ia acabar como humor afiado da história e transformá-la numa coisa "açucarada" e "sentimental".
Do outro lado da barricada, a Empire defende que Spielberg é o homem ideal para pegar em Harvey. Argumentos: "Munique" (2005), "Relatório Minoritário" (2002), "Inteligência Artificial" (2001) e, claro, "Quem Tramou Roger Rabbit" (1988).
"Depois de produzir 'Quem Tramou Roger Rabbit', podemos assumir que ele tem já tirou do sistema o vírus interagir-com-um-roedor-não-existente e não vai pôr um coelho em cena", lê-se. "Este filme só vai funcionar se o coelho invisível permancer intangível."
Para saber se a crítica da revista britânica está certa, teremos de esperar alguns anos (Spielberg tem outros filmes anunciados até 2011). Para conhecer os outros argumentos, siga o
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