Riquezas de ferro
por José Luís Nunes Martins, Publicado em 24 de Setembro de 2011
A riqueza promete sempre felicidade, mas nunca cumpre. Como se o mundo coubesse nos números, muitos querem chegar à felicidade acumulando coisas... mas não chegam, porque nunca chega, nem o tudo é suficiente. A felicidade não é uma estação de chegada, é uma forma de viajar...
Só os desejos naturais, como a sede ou o sono, podem ser satisfeitos, os demais são insaciáveis. A maior das riquezas é aprender a viver com o que há. E há mais coisas importantes no céu e na terra do que em todas as contas bancárias. Não se pense apenas em praias, neve e outros sorrisos, mas também em doenças e outras dores, em luto e outras lutas. As adversidades fazem parte da vida - renegá- -las é aceitar voluntariamente uma vida sem verdade.
Alguns ricos são como espadas de ferro, que precisam de ser continuamente afiadas. O simples passar do tempo oxida-as, exigem incessante atenção... até se gastarem por completo ou se tornarem completamente inúteis. Nunca são realmente valiosas, pois é mais o cuidado que exigem do que aquele que conseguem prestar. Não prestam. A estas devemos desejar que nunca lhe venha a faltar a riqueza, para que seja sempre evidente a sua real miséria...
Depois há os que conhecem o segredo do aço. São fortes e valiosos, porque servem aos outros e não a si. São duros e duram. Basta-lhes o que são, para serem maiores que aqueles que passam a vida a desejar ser o que não são.
Investigador
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Artigo: Riquezas de ferro
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