Os pianistas Mário Laginha e Bernardo Sassetti estreiam sábado, na Casa da Música, o concerto "Trago Fado nos Sentidos", em que homenageiam Amália Rodrigues, disse hoje à Lusa fonte da instituição.
Para este novo trabalho, uma encomenda da Casa da Música, a dupla de pianistas compôs novos temas, arranjos e reinterpretações de temas celebrizados pela grande diva do fado, que Mário Laginha e Bernardo Sassetti levam para os territórios do inesperado, da improvisação controlada ou absoluta.
O concerto inclui ainda duas peças originais, compostas especialmente para esta celebração, uma de cada músico.
Mário Laginha, nascido em Lisboa, em 1960, tem a sua "casa" no jazz, mas na sua música atravessa muitos territórios, o que confere ao seu universo musical um cunho muito pessoal.
Na sua extensa discografia tem trabalhos a solo (o premiado Canções e Fugas), em quinteto, em trio e ainda em duo com Maria João, com Bernardo Sassetti e um com Pedro Burmester.
Tem tocado e gravado com músicos excepcionais, como Wayne Shorter, Wolfgang Muthspiel, Trilok Gurtu, Gilberto Gil, Lenine, Ralph Towner, Manu Katché, Dino Saluzzi, Julian Argüelles e Django Bates.
Compõe para cinema e teatro e escreveu para diversas formações, como a Big Band da Rádio de Hamburgo, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Orquestra Filarmónica de Hanôver, o Remix Ensemble, o Drumming Grupo de Percussão, a Orquestra Nacional do Porto e a Orquestra Sinfónica de Bruxelas.
Também de Lisboa, mas dez anos mais novo, Bernardo Sassetti iniciou os estudos de piano clássico aos nove anos, dedicando-se, mais tarde, ao jazz.
Em 1987, começou a sua carreira profissional, em concertos e clubes locais, com o quarteto de Carlos Martins e o Moreiras Jazztet, tendo participado em inúmeros festivais com músicos como Al Grey, John Stubblefield, Frank Lacy e Andy Sheppard.
Desde então, apresentou-se por todo o mundo ao lado de Art Farmer, Kenny Wheeler, Freddie Hubbard, Paquito D'Rivera, Benny Golson, Curtis Fuller, Eddie Henderson, Charles McPherson, Steve Nelson, na United Nations Orchestra e no quinteto de Guy Barker.
Como compositor, escreveu várias obras para orquestra e instrumentos solistas e para pequenas formações.
Entre os muitos discos já editados em seu nome destacam-se Nocturno (2002, 1º prémio Carlos Paredes), dois álbuns em duo com Mário Laginha, Ascent (2005, 1º prémio Carlos Paredes) e 3 Pianos (2008, em trio com Mário Laginha e Pedro Burmester).
Dedica-se regularmente à música para teatro e para cinema, tendo as bandas sonoras de "A Costa Dos Murmúrios" e "Alice" obtido o troféu internacional Cineport para melhor banda sonora original.




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