Jornalismo

por Paulo Malo, Publicado em 09 de Setembro de 2011   
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O jornalismo é uma actividade extremamente importante porque informa os cidadãos e proporciona ferramentas para que sejamos mais cultos, esclarecidos, capazes de tomar decisões acertadas e mais justos, através de uma visão dos prós e dos contras em diversos assuntos. Mas o poder da comunicação social não pode ser inatacável ou impune, e mais do que nunca é exigível ética profissional. Infelizmente, para quem não está bem, as notícias sobre o que de mal acontece aos outros são as mais apelativas e reconfortantes. Por outro lado, os jornalistas são pessoas comuns e podem pôr na sua actividade sentimentos e características pessoais, como a inveja, a ambição e a arrogância. Os maus jornalistas podem deturpar, descontextualizar, mentir ou omitir, em nome do seu ego ou para obterem resultados sensacionalistas que aumentem as vendas, razão pela qual são muitas vezes valorizados. O poder dos jornalistas é enorme e por isso deveriam existir mecanismos que permitissem punir e ver corrigido quem faz um mau trabalho e assim compromete o desempenho de governantes e empresários e a vida de pessoas em particular. Existem casos flagrantes na actualidade, como o escândalo do News of the World em Inglaterra, e é necessário pensar na regulação deste sector. A estes cidadãos tem de ser exigido um comportamento responsável e ético, e na situação de tensão actual é lamentável contribuírem para empolar os problemas relacionados com a crise e prejudicarem o trabalho de quem contribui para o futuro deste país. Precisamos de jornalistas com qualidades profissionais e também pessoais, porque há um jornalismo com uma atitude construtiva ou destrutiva, mas não há jornalismo sem atitude.

Pres. Malo Clinic Health & Wellness


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